Friendship Games

 

In October, during the Children's Week (Brazilian Holiday), we decided to celebrate in a different way. We came up with the Friendship Games, kind of like a School Olympics. The modalities were soccer, volleyball, swimming, running, jumping rope and queimada (a Brazilian game). All students were able to register and participate in the teams.

It was great to see them all excited, putting a lot of effort to practice for the games. In the end, we delivered gold, silver and bronze medals to the teams. Their joy as they received a medal was visible. Those that one medals wore them around their necks on the next day.

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The best part for me was seeing students that have so many difficulties in classes, that clearly have learning problems, excel at sports and win gold medals. They were vibrant with after their name was called out for first place winner. These students’ self-esteem is very low. They constantly hear from their own family that they are stupid, that they cannot learn. These words indirectly say they will never go beyond.

As they were playing the crowd cheered them. There they proved that they were good at what they were doing, that they were capable! Each time one of the "invisible" students were called to the podium my heart vibrated! Each medal delivered was a message: "See how you can do it? You are able to go further!" It is amazing how this helped to strengthen the friendships among them, the sense of teamwork and how some, who were once so shy and barely even opened their mouths in the class, began to loosen up, participate more and even joke around. Praise God for this achievement!

We spoke to them about what Paul says in II Corinthians 9:24-27. In this life, everyone fights for a perishable prize and there is only one first place winner. However, we fight for an imperishable prize. Plus, we're in a race where everyone can win!!! Let us all participate in this race so that we can win the final prize together.

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About the Author 

Gisele was born in São Paulo and has a degree in Pedagogy and Biological Sciences. She began teaching at ETAM in February, 2018.

 

 

Antes de vir pra cá, nunca havia andado de barco. Então, nas primeiras vezes que andei, meu medo era claro nos olhos (até hoje fico meio tensa ao andar de canoa, lancha ou voadeira). Maior motivo do medo? Eu não sei nadar! Pois é... Vim pra esse lugar cercado de água por todos os lados sem saber nadar! Sou meio louca mesmo desde sempre! As crianças dizem que qualquer hora vão me jogar no meio do rio pra ver se não aprendo nadar rapidinho! Hahaha

Mas enfim... Nas primeiras vezes que andei, qual quer mudança no barulho do barco, qualquer balançadinha leve, já era motivo de susto pra mim. Lembro que na minha primeira semana aqui, fizemos uma viagem para outra comunidade chamada Tucumanduba. Durante a ida, caiu uma chuva forte, que deixou os comandantes do barco encharcados, e eu via as ondas no rio, e aquilo me apavorou. Eu me apegava àquele verso da Bíblia que diz: “Quando passar por águas profundas, estarei ao seu lado. Quando atravessar rios, não se afogará. (...) Não temas, porque estou contigo!” (Isaías 43:2 e 5)

Mas ao mesmo tempo em que sentia medo, eu olhava para os demais passageiros do barco, pessoas que moram aqui e andam de barco desde sempre, e via a expressão serena e tranquila deles. Desde então, esse passou a ser meu medidor de perigo: “Se eles estão em paz, acho que posso ficar tranquila também! Na hora que eles estiverem tensos, a coisa estará feia mesmo.”

Moro aqui há 5 meses, e depois dessa primeira vez que contei, até agora não tinha tido nenhuma outra experiência amedrontadora andando de barco, rabeta, lancha, voadeira, nada disso... até a última sexta-feira!

Vínhamos pra cidade de Barreirinha na sexta-feira, e inicialmente tínhamos combinado de vir de lancha (uma canoa com um motor um pouco mais potente, portanto, mais rápida). Na semana passada, mudamos o nosso meio de transporte várias vezes. Cada hora, por um motivo diferente, mas uma hora vínhamos de lancha, e na seguinte, já mudávamos pra barco. Depois de várias mudanças, definimos: vamos de barco!

Quase chegando em Barreirinha, chegamos a um trecho do rio Andirá que chamamos de Largão do Andirá, isso porque é um trecho do rio em que as margens estão muito distantes uma da outra, e os barcos passam bem no meio, ou seja, não dá muito pra encostar a qualquer momento que quiser. Quando chegamos nesse lugar, vimos uma tempestade vindo em nossa direção. Não tivemos muito tempo pra pensar. A chuva e o vento vieram com força, formando muitas ondas no rio, que batiam no barco e jogavam água em cima de todos nós.

Foi aí que o barco começou a balançar muito de um lado pro outro como eu não tinha visto até aqui, e, por um instante, eu realmente achei que ia virar. Nos segurávamos para não cair. Na hora em que me entregaram um colete e disseram: “Qualquer coisa, pula longe do barco!”, eu senti que a coisa era séria!

Em situações amedrontadoras assim, geralmente entro em pânico. Mas vejo o quanto Deus acalma nosso coração, quando nos dispomos a confiar Nele. Por mais que passasse pela minha cabeça que o barco podia virar, que eu não sei nadar e tudo mais, eu sentia uma paz muito grande, uma confiança em um Deus que me trouxe pra cá e promete diariamente cuidar de mim! Naquele momento, eu apenas orava pedindo que Ele nos guiasse e nos permitisse atravessar as ondas bravas do rio em segurança. Em meio à essa paz que inundou meu coração, foi possível até começarmos a sorrir e cantar: “Eu vou chegar! Ainda que meu barco quebre, eu me lançarei no mar; eu deixo para trás o que ficar. Só quero chegar, não tem ondaque vai me impedir. Eu vou chegar!” Chegamos à terra, todos bem, em segurança, louvando a Deus por sua proteção!

Em tudo vejo o cuidado de Deus. Ele não permitiu que viéssemos de lancha. Se tivéssemos vindo naquele dia, a chance de virar e cair na água seria quase total. Além disso, sei que Deus é capaz de acalmar tempestades. Ele já fez isso uma vez com Seus discípulos. Entretanto, nem sempre Ele acalma as tempestades de nossa vida. Às vezes, Ele simplesmentea atravessa junto com você. A promessa tão antiga ainda é válida em nossos dias:

“Quando passar por águas profundas, estarei ao seu lado. Quando atravessar rios, não se afogará. (...) Não temas, porque estou contigo!” Isaías 43:2 e 5

Se Ele prometeu, acredite: Ele cumprirá!

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Sobre a Autora

A Gisele é natural de São Paulo e se formou em Pedagogia e Ciências Biológicas. Começou a dar aulas na ETAM em fevereiro de 2018. 

 

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